Imagine a situação de um cidadão que chega à prefeitura de sua cidade e pergunta pelo prefeito: ‘‘Por favor, o senhor Boboca se encontra?’’ Ou então: ‘‘O doutor Pachica está na cidade?’’. Parece estranho, mas em algumas cidades do interior, utilizar nomes abreviados, diminutivos ou apelidos de infância é muito comum entre os políticos.
Analisando o quadro dos prefeitos eleitos no último domingo no Rio Grande do Norte, é possível listar pelo menos 20 nomes incomuns e outros poucos usuais. O ‘‘Boboca’’ e ‘‘Pachica’’, que serviram de exemplo acima, existem de verdade. São prefeitos eleitos nos municípios de Carnaúba dos Dantas e Coronel João Pessoa, e tem como nome de registro, respectivamente, Alexandre Dantas de Medeiros e Francisco Alves da Costa.
Abreviações e diminutivos também são bastante comuns entre os eleitos. ‘‘Novinho’’, ‘‘Dedezinho’’, ‘‘Chiquinho’’, ‘‘Tom’’, ‘‘Gon’’ e ‘‘Neidinha’’ são prefeitos de Cerro Corá, Luis Gomes, Galinhos, Acari, Fernando Pedrosa e Maxaranguape.
E o que dizer de nomes compostos que remetem à profissão ou ao parentesco da pessoa. É o caso de Assis da Padaria, em Carnaúba dos Dantas; Geraldo de Duca, em Paraná; Bibi de Nenca, em Campo Grande; e Bastinho da Campel em Taipú.
Outros apelidos lembram personalidades do esporte ou grandes marcas esportivas, como ‘‘Felipão’’, prefeito eleito em Caiçara do Rio dos Ventos e técnico do time Chelsea, da Inglaterra; ‘‘Robinho’’, eleito em Japi e craque da Seleção Brasileira de Futebol; ‘‘Jorginho’’, Prefeito em Tangará e ex-lateral direito do Flamengo e assistente técnico da Seleção; e ‘‘Dr. Ferrari’’, eleito no município de Marcelino Vieira e que traz o nome da escuderia italiana famosa na Formula 1.
Completando a lista dos apelidos ‘‘estranhos’’ dos eleitos nas prefeituras do interior, encontram-se nomes como Boba (Coronel Ezequiel), Cessa (Ipueira), Antônio Macaco (Jardim de Piranhas) Vavá (João Câmara), Tito (Lagoa D³Anta), Titico (Porto do Mango), Nica (Ruy Barbosa), Babá (São Tomé) e Bibiano (Serra do Mel).
SEM CONCORRÊNCIA
Nomes à parte, em oito municípios do estado o prefeito foi eleito com 100% dos votos. Em todos os casos, não existia concorrência no pleito e os eleitores foram às urnas apenas para oficializar a eleição do candidato.
Essa situação foi vista em Antônio Martins, com Dr. Edmilson Fernandes. Em José da Penha, onde Abel Kayo Fontes de Oliveira foi eleito com 100%; Maria José Oliveira se elegeu desta forma em Viçosa, como também Marcos Antônio Cabral foi eleito em Vera Cruz. Em Taboleiro Grande, Maria Miriam Pinheiro de Paiva é a prefeita eleita também com 100% de votos, o que ocorreu ainda em Portalegre, com Euclides Pereira de Souza. Em Major Sales como em Luis Gomes, Maria Alce Mafaldo de Paiva e Carlos José Fernandes também registram votação máxima.
O alto nível de votação não quer dizer que o pleito era de chapa única. Em João Dias, Paulo Tarso Veríssimo foi eleito com 92,19% dos votos. Seu adversário, Laete Jácome de Oliveira, obteve apenas 163 votos (7,81%), contra 1.923 do vencedor.
Uma vitória ainda mais expressiva foi registrada em Pedra Preta. Gilvan Inácio de Lima teve 1.204 votos (97,57% dos válidos), enquanto Antônio Gomes Sobrinho foi votado por apenas 30 eleitores, o que corresponde a 2,47% dos votos válidos.
Enquanto nestes dois municípios um candidato ganhou com folga, em Guamaré o pleito teve quatro candidatos, e três disputaram voto a voto a vaga na prefeitura. Mozaniel de Melo Rodrigues foi eleito com 3.051 votos (34,28%), apenas 183 a mais do que o segundo colocado, Auricélio dos Santos Teixeira, que registrou 2.868 votos (32,23%). Este, ficou a 72 votos do terceiro colocado, José da Silva Câmara, que obteve 2.796 votos (31,42%). E Francisco de Assis Silva Santos, com 184 votos, ficou na quarta posição.
Fonte: Diário de Natal
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Os Eleitos e Seus Nomes Pouco Comuns
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